- O que a motivou a estudar cirurgia geral e posteriormente se aprofundar no tratamento do sobrepeso e da obesidade?
A obesidade é uma condição de saúde crônica que traz riscos importantes, como doenças cardiovasculares, diabetes e redução da qualidade de vida. Na minha formação em cirurgia geral, trabalhei com muitos pacientes com necessidade de cirurgia bariátrica, o que permitiu compreender melhor essas situações clínicas e buscar formas seguras e cientificamente embasadas de auxiliar pacientes no controle do sobrepeso e da obesidade. O objetivo sempre foi oferecer um cuidado integral, voltado para saúde e prevenção de complicações.
- Na sua experiência, quais são os principais desafios que os pacientes enfrentam no processo de emagrecimento, além da parte física?
Os desafios não estão apenas relacionados à perda de peso em si, mas também a fatores emocionais, sociais e comportamentais. Muitos pacientes convivem com ansiedade, dificuldade de organização de rotina e até com preconceito. Essas barreiras tornam o processo mais complexo e exigem uma abordagem multidisciplinar, que considere não só o corpo, mas também o bem-estar mental e social.
- Como a senhora integra o acompanhamento emocional e a mudança de hábitos nos seus protocolos de tratamento para garantir resultados sustentáveis?
O tratamento deve sempre estar baseado em evidências científicas e individualização. Nos protocolos, além do cuidado médico, é fundamental orientar mudanças graduais de hábitos alimentares com o acompanhamento nutricional, estimular a prática regular de atividade física e reforçar a importância do acompanhamento psicológico, quando necessário. Essa integração aumenta a adesão do paciente e favorece resultados consistentes no longo prazo.
- Quais avanços médicos a senhora acredita que estão revolucionando a área do emagrecimento no Brasil?
Atualmente, contamos com novos medicamentos (como a Tirzepatida), que auxiliam no controle do apetite e da glicemia, além de recursos tecnológicos que permitem monitoramento mais próximo da saúde do paciente. Todos esses avanços devem ser avaliados individualmente, sempre respeitando as indicações médicas, a segurança do paciente e as normas éticas do exercício profissional.
- Se pudesse deixar uma mensagem para quem deseja transformar a vida, mas ainda não teve coragem de dar o primeiro passo, qual seria?
O primeiro passo no cuidado com a saúde deve ser buscar orientação médica adequada. A obesidade é uma doença que merece acompanhamento especializado e individualizado. Informar-se corretamente, compreender os riscos e conhecer as opções de tratamento é fundamental para iniciar uma mudança segura e responsável.
